quinta-feira, 6 de maio de 2010
Mancha de óleo nos EUA atinge a costa da Louisiana
Petróleo jorra de plataforma que explodiu no golfo do México e ameaça meio ambiente
Até esta quarta-feira, calculava-se que cerca de 9,5 milhões de litros de petróleo haviam vazado desde que a plataforma utilizada pela britânica BP afundou no dia 22 de abril, dois dias após explodir. O acidente deixou 11 mortos e sete feridos.
O duto que conectava a plataforma à cabeça do poço, quebrado a 1.500 metros de profundidade, expele petróleo a um ritmo de 800 mil litros por dia.
O derramamento desencadeou temores de uma catástrofe ambiental na região, que tem 40% dos pântanos americanos, área essencial de desova para peixes, camarões e caranguejos, além de uma importante parada para as aves migratórias. O porta-voz da BP, John Curry, afirmou ontem que as equipes de emergência esperavam combater o derramamento com a formação de uma cúpula de confinamento, que poderia conter o vazamento principal, e assim barrar o petróleo e levá-lo por um cano até um navio na superfície. Espera-se que esse tipo de tampa contenha o maior dos três vazamentos.
Políticos questionam prática de isentar petrolíferas
Operários, voluntários e militares continuavam nesta quinta-feira a combater à mancha de petróleo que ameaça a costa sul dos EUA. Também começam a surgir questionamentos quanto à prática das autoridades de isentarem alguns projetos petrolíferos de apresentar relatórios de impacto ambiental, como foi o caso do poço da BP que está jorrando petróleo no golfo do México.
Políticos continuam pressionando a empresa britânica a limitar os prejuízos ambientais e econômicos do acidente. A empresa de perfuração Transocean disse que o Departamento de Justiça dos EUA lhe pediu para preservar todos os registros relativos à perfuração do poço e à explosão que provocou o naufrágio da plataforma de exploração que havia no local do acidente, há duas semanas.
Na quarta-feira, a BP começou a transportar um enorme equipamento metálico que irá canalizar parte do petróleo que sai do poço para um navio na superfície. O equipamento levará cerca de 12 horas para chegar ao local do acidente, na costa da Louisiana. Depois de instalado, ele deve começar a recolher o petróleo na segunda-feira, segundo Doug Suttles, diretor de operações da BP.
Ele alertou, no entanto, que não há garantias de que a peça de 98 toneladas irá funcionar a mais de 1.500 metros de profundidade.
Também na quarta-feira, cresceram os questionamentos à decisão do Serviço de Gestão Mineral de isentar a BP de apresentar um detalhado relatório de impacto ambiental para o projeto, já que as autoridades entenderam que havia poucos riscos envolvidos. Membros do governo dizem que esse tipo de isenção está sendo revisto.
Em vários pontos do golfo do México, técnicos colocam varas flutuantes na água, para conter a mancha, e usam dispersantes. O petróleo ameaça atingir ecossistemas valiosos, e também áreas onde há grande atividade econômica ligada à pesca e ao turismo.
Foto por Sandy Huffaker/6.mai.2010/Getty Images/AFP
A mancha de petróleo do golfo do México atingiu a costa de Louisiana nesta quinta-feira (6), informaram fontes oficiais. Este é o primeiro impacto em terra do vazamento, que teve origem na explosão de uma plataforma da empresa British Petrol (BP) no último dia 20 de abril. Mais de duas semanas após a explosão da plataforma Deepwater Horizon, o impacto da catástrofe se transformou em uma maré negra no golfo do México, que põe em risco as comunidades costeiras.Militar americano conduz barco em porto de Shell Beach,
na Louisiana, em meio a trabalhos para conter vazamento
de petróleo no golfo do México; mancha do óleo chegou hoje
à costa do Estado
Até esta quarta-feira, calculava-se que cerca de 9,5 milhões de litros de petróleo haviam vazado desde que a plataforma utilizada pela britânica BP afundou no dia 22 de abril, dois dias após explodir. O acidente deixou 11 mortos e sete feridos.
O duto que conectava a plataforma à cabeça do poço, quebrado a 1.500 metros de profundidade, expele petróleo a um ritmo de 800 mil litros por dia.
Políticos questionam prática de isentar petrolíferas
Operários, voluntários e militares continuavam nesta quinta-feira a combater à mancha de petróleo que ameaça a costa sul dos EUA. Também começam a surgir questionamentos quanto à prática das autoridades de isentarem alguns projetos petrolíferos de apresentar relatórios de impacto ambiental, como foi o caso do poço da BP que está jorrando petróleo no golfo do México.
Políticos continuam pressionando a empresa britânica a limitar os prejuízos ambientais e econômicos do acidente. A empresa de perfuração Transocean disse que o Departamento de Justiça dos EUA lhe pediu para preservar todos os registros relativos à perfuração do poço e à explosão que provocou o naufrágio da plataforma de exploração que havia no local do acidente, há duas semanas.
Na quarta-feira, a BP começou a transportar um enorme equipamento metálico que irá canalizar parte do petróleo que sai do poço para um navio na superfície. O equipamento levará cerca de 12 horas para chegar ao local do acidente, na costa da Louisiana. Depois de instalado, ele deve começar a recolher o petróleo na segunda-feira, segundo Doug Suttles, diretor de operações da BP.
Ele alertou, no entanto, que não há garantias de que a peça de 98 toneladas irá funcionar a mais de 1.500 metros de profundidade.
Também na quarta-feira, cresceram os questionamentos à decisão do Serviço de Gestão Mineral de isentar a BP de apresentar um detalhado relatório de impacto ambiental para o projeto, já que as autoridades entenderam que havia poucos riscos envolvidos. Membros do governo dizem que esse tipo de isenção está sendo revisto.
Em vários pontos do golfo do México, técnicos colocam varas flutuantes na água, para conter a mancha, e usam dispersantes. O petróleo ameaça atingir ecossistemas valiosos, e também áreas onde há grande atividade econômica ligada à pesca e ao turismo.
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